Wednesday, August 31, 2016

Paulo Ferreira Opinião


Eu ainda sou do tempo em que o Bloco e o PCP…

Começamos a ter saudades dos velhinhos PCP e Bloco de Esquerda, sempre atentos e vigilantes a tudo o que tivesse um aspecto mais duvidoso nos negócios, fossem eles públicos ou privados. Mas o poder está a "normalizá-los".
A grande diferença entre o resgate em curso da Caixa Geral de Depósitos e o de um banco privado é que neste último caso os accionistas podem decidir não ir "a jogo", recusar o aumento de capital e, com isso, atirar o banco para o colo - e o bolso - dos contribuintes.
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Com a Caixa, banco público, fica tudo em família logo à partida. Os accionistas finais e os contribuintes são uma e a mesma entidade e, portanto, as duas opções são apenas uma: ou pagam ou pagam.
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Dir-se-á que, no caso da Caixa, estamos pelo menos a capitalizar uma empresa que "é nossa". Isso só em parte é verdade. No passado a Caixa foi mais "deles" do que "nossa". Deles, entenda-se, empresários, políticos e amigos de políticos que fizeram do banco público o bordel financeiro que se sabe, de agência de emprego a balcão de financiamento a fundo perdido.
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Vamos ter a esperança que a classe política queira, pelo menos para efeitos de registo histórico, perder um pouco de tempo a separar o trigo do joio desse passado para percebermos quem, como e em quanto beneficiou do banco público para interesses privados.
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É precisamente nestes momentos que começamos a ter saudades dos velhinhos PCP e Bloco de Esquerda, sempre atentos e vigilantes a tudo o que tivesse um aspecto mais duvidoso nos negócios, fossem eles públicos ou privados. E, convenhamos, ocasiões não faltaram para deixar a extrema esquerda carregada de razão quando falava da "economia de casino" e das "negociatas do grande capital". Os capitalistas estão a conseguir em poucos anos o que o marxismo não conseguiu em dois séculos: destruir o capitalismo.
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Mas o poder produz estes milagres. Mudam-se as posições e tudo muda com elas. A brandura e a compreensão com que comunistas e bloquistas aceitam agora que vá mais dinheiro para a banca chega quase a ser enternecedora. Sim, é para a Caixa, banco do Estado. Mas não exigem sequer saber porque é que o banco do Estado precisa de quase 4.000 milhões de euros dos contribuintes? Não era suposto que o banco público, só pelo facto de o ser e com todas as virtudes daí decorrentes, dispensasse estas ajudas típicas de "gangsters financeiros"? Não vão querer apresentar facturas a Joe Berardo, Manuel Fino ou Armando Vara?
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E o envolvimento de capitais privados no plano de capitalização? São mil milhões de euros em obrigações subordinadas. É dinheiro que virá dos grandes grupos financeiros mundiais - até pode vir do Goldman Sachs, quem sabe… -, de fundos de investimento "agiotas", de fundos de pensões privados que transformam a Segurança Social "num negócio". Vamos todos pagar juros a esta gente por eles colocarem capitais especulativos na Caixa e ajudarem a viabilizar o plano de recapitalização?
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Aguarda-se também uma posição forte contra os 700 milhões de euros que estão reservados para pagar indemnizações na dispensa de trabalhadores. Sim, serão saídas negociadas que poderão chegar a 3000 funcionários, mas sempre nos habituámos a ter no Bloco de Esquerda e no PCP dois intransigentes defensores do emprego, da manutenção dos postos de trabalho existentes e da criação de mais. Ainda que patrões e empregados possam estar aparentemente de acordo sobre a rescisão dos contratos, restam sempre dúvidas sobre a pressão e a eventual coação que possam existir para reduzir a folha de salários.
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E é assim que vamos assistindo à "normalização" do Bloco e do PCP.
Nos últimos anos, quando havia um crescimento económico de 1,1% o PCP dizia que isso era "apenas o abrandamento do ritmo da recessão". Agora o PIB cresce um quarto desse valor e não se ouvem os comunistas. Quando a taxa de desemprego começou a cair dizia-se que "os números do desemprego reflectem cada vez menos a realidade do mercado de trabalho". Imagina-se que agora, por mágica, os números que são calculados da mesma forma pelas mesmas entidades, já sejam verdadeiros.
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E a forma como ambos os partidos reagiram ao caso das viagens de membros do governo a convite da Galp são, nesta matéria, o teste do algodão: o exercício do poder desfigura muita gente.
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É "realpolitik", dir-se-á. Alguns fins considerados mais importantes obrigam a muito contorcionismo nos meios. É possível. Mas não deixa de ser perturbador que padrões éticos e de separação de águas que pareciam tão exigentes e tão diferenciadores dos partidos do "arco do poder" possam cair, afinal, à primeira necessidade de circunstância.
Provavelmente, a grande diferença que nestas matérias nos habituámos a constatar entre o BE e o PCP, por um lado, e o PS, o PSD e o CDS, por outro, não está na ideologia nem na "massa" de que são feitos os homens e mulheres. Está apenas no poder que se tem ou não.

A INDÚSTRIA DOS FOGOS"



Detenido un jefe de Bomberos de la Generalitat por contratos sospechosos | Cataluña | EL MUNDO


Como se vê pela data desta notícia ( 13 JANEIRO 2016 ) o combate ao flagelo dos incêndios florestais pelas autoridades do país vizinho não se resume a esperar pelo próximo verão para prender ( embora temporariamente ) alguns incendiários.
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Não só se antecipam, como vão bastante mais longe na cadeia de valor desta recentemente criada "indústria dos incêndios"  atingindo outros níveis de cumplicidades, neste caso uma chefia dos próprios "soldados da paz", que habitualmente a opinião publicada coloca acima de qualquer suspeita.

Detenido un jefe de Bomberos de la Generalitat por contratos sospechosos



Quando "a borrasca da grossa" vier, ninguém vai estar preparado.




Uma alternativa ao poder dos EUA?
22/08/2016
Putin e Rouhani, presidentes da Rússia e Irã: há semanas, pela primeira vez desde Revolução Islâmica, Irã autorizou outra nação a usar seu território para operação militar
Rússia e Irã advertem – agora com apoio da China: não permitirão que potências ocidentais reduzam Síria a uma Líbia. Qual o significado, para a geopolítica global? 
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Por Pepe Escobar | Tradução Vila Vudu
Os bombardeiros russos Tu-22M3 Backfire – além dos jatos Sukhoi-34 – decolam do campo de pouso iraniano em Hamadan para bombardear jihadistas e sortimento variado de “rebeldes moderados” na Síria, e imediatamente nos vemos diante de movimento geopolítico da mais alta importância, não previsto, que muda tudo.
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Os registros mostram que a última vez que a Rússia esteve militarmente presente no Irã aconteceu em 1946; e essa é a primeira vez, desde a Revolução Islâmica de 1979, que o Irã autoriza outra nação a usar território iraniano para operação militar.
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Pode-se apostar que o Pentágono enlouquecerá completamente, feito gangue de adolescentes mimados furiosos. Já começou, com reclamações de que o aviso que os russos distribuíram não permitiu tempo suficiente para “preparação” – quer dizer, para se porem a bradar por todo o planeta que teria acontecido mais um episódio da “agressão russa”, e, para piorar, em conluio com “os mulás”. Na sequência, ainda mais desespero, com Washington a pretender que o Irã teria violado resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
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O trabalho e a divulgação feitos por Moscou, por sua vez, foi uma beleza; trata-se exclusivamente de logística e de reduzir despesas. 
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O almirante Vladimir Komoyedov, presidente da Comissão de Defesa do Parlamento e ex-comandante da Frota do Mar Negro, explicou belamente o modus operandi:
“É muito caro e exige muito tempo voar a partir de bases localizadas na parte europeia da Rússia. A questão do custo de atividades militares de combate é, atualmente, alta prioridade. Não podemos ultrapassar o orçamento atual do Ministério da Defesa. Voar Tu-22s a partir do Irã significa menos combustível e maior capacidade para carga (…) A Rússia não poderia encontrar país mais adequado e mais solidário, do ponto de vista da segurança, nessa parte do mundo; e podemos realizar todos os ataques necessários para pôr fim a essa guerra (…) Campos de pouso na Síria não são adequados, porque essa localização exigiria sobrevoo em áreas onde há atividade de combate.”
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Não se metam com a Organização de Cooperação de Xangai (OCX)
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Assim sendo, tudo ótimo. O Pentágono continuará a espernear. Sionistas enfurecidos em Israel e wahhabistas fanáticos na Arábia Saudita farão muito barulho e turbinarão até níveis apocalípticos a proverbial “ameaça existencial” que lhes viria do Irã. 
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Esses “fatos nos céus” não podem ser alterados. Especialmente porque, se abrirem caminho para uma vitória decisiva na batalha por Aleppo Leste, a guerra civil – imposta de fora para dentro aos sírios – logo estará acabada.
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Ali Shamkhani, presidente do Conselho de Segurança Nacional do Irã absolutamente não se engana ao dizer que tudo aí tem a ver com cooperação estratégica Irã-Rússia, numa luta – real – contra o terror de ISIS/ISIL/Daech terror, e não, como a mídia-empresa ocidental não se cansa de repetir, com alguma volta do Irã como “agente militar” de uma grande potência.
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O primeiro-ministro iraquiano, por sua vez, fez questão de esclarecer que “Autorizei o sobrevoo dos bombardeiros porque recebemos informação clara sobre eles. Fazem ataques precisos, evitam baixas entre os civis. Pode-se ter certeza de que está assegurada a segurança dos civis na Síria“.
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Foi a senha para que Bagdá liberasse sem sobressaltos o acesso dos bombardeiros TU-22M3s russos ao espaço aéreo iraquiano. Passo seguinte inevitável será a frota russa no Cáspio disparar mísseis cruzadores que atravessarão espaço aéreo iraniano e iraquiano, para alcançar os tais “rebeldes” que a av. Beltway em Washington protege na Síria.
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E há muito mais.
Um acordo de 2015 firmado entre Moscou e Damasco acaba de ser ratificado agora pela Rússia. Graças a ele, a base aérea russa em Khmeimim é convertida em base militar permanente no leste do Mediterrâneo.[1]
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Pequim e Damasco, por sua vez, acabam de firmar laços militares mais próximos, a partir da ajuda humanitária que os chineses oferecem. E o pessoal do Exército Árabe Sírio receberá eventualmente instrutores militares chineses.
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Pequim está agora diretamente envolvida na Síria por uma razão chave de segurança nacional: centenas de uigures uniram-se aos terroristas do Daech ou se alistaram nas fileiras de Abu Muhammad al-Julani, comandante da al-Qaeda, e muito prestigiado em Washington como líder do Exército da Conquista da Síria; esses uigures sempre podem voltar a Xinjiang como jihadistas.
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Há ainda uma deliciosa cereja para esse cheesecake, como o professor de Estudos do Oriente Médio na Universidade de Estudos Internacionais de Xangai, Zhao Weiming, disse ao Global Times: essa nova jogada de poder de Pequim na Síria é o revide, contra a interferência do Pentágono no Mar do Sul da China.
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Assim sendo… o que fará H.Clinton?
Tudo que acima se lê aponta para nova evidência de que, o que antes foi um elefante branco no meio da sala, a Organização de Cooperação de Xangai (OCX), passa agora a significar assunto sério.
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Quando os “4+1″ (Rússia, Irã, Iraque, Síria, plus Hezbollah) começaram a partilhar inteligência e procedimentos operacionais, ano passado, incluindo um centro de coordenação em Bagdá, analistas como Alistair Cooke e eu vimos naquela ação um embrião do que seria a OCX em ação. 
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Foi, sem dúvida, já desde o início, uma alternativa ao imperialismo “humanitário” e à obsessão com mudança de regime, da OTAN. Pela primeira vez a OTAN já não andava solta e livre pelo mundo, feito um Robocop descontrolado.
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Embora só Rússia e China fossem membros da OCX, com o Irã como observador, a cooperação envolvida – a pedido de um governo que lutava contra jihadistas e continuava como alvo de ataque para mudança de regime – já marcou um importante novo fator geopolítico em campo.
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Agora, essa variante das Novas Rotas da Seda – Novas Rotas Aéreas da Seda? – que reúne Rússia, Irã, Iraque e Síria contra, precisamente, o salafismo-jihadismo, aparece como, mais uma vez, ação acelerada de integração na Eurásia. Os dois pesos-pesados da OCX, China e Rússia, não apenas admitirão o Irã como membro pleno, logo no início de 2017; ambos contam com o Irã como ativo estratégico chave numa batalha contra a OTAN, e absolutamente não permitirão que a Síria seja convertida numa nova Líbia. 
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Paralelamente, os movimentos estratégicos da Rússia na Crimeia e na Síria passam a ser objeto de análise, até os mais ínfimos detalhes, nas academias militares chinesas. Progressivamente, a integração da Eurásia vai-se entretecendo com a OCX.
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Sejam quais forem os temores de Telavive e Riad – com seus massivos lobbies em Washington – sobre essa cooperação russo-iraniana de segurança, é a OTAN quem está lívida. E ainda mais lívida que a OTAN está Hillary “Rainha da Guerra” Clinton.
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Os registros mostram que Hillary manifesta acentuada queda para tentar despachar Assad como despacharam Gaddafi. No caso de governo Hillary, pode-se apostar que ela forçará o Pentágono a impor uma zona aérea de exclusão no norte da Síria e a armar quaisquer remanescentes, por misturados que sejam, dos tais “rebeldes”, até o Juízo Final.
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E há também o Irã. Na campanha eleitoral de 2008 nos EUA, assisti da plateia ao discurso que Hillary fez na Conferência do AIPAC em Washington, espetáculo realmente aterrorizante. Partindo da premissa – falsa – de que o Irã atacaria Israel, disse ela: “Quero que os iranianos saibam que, se eu for presidenta, atacaremos o Irã. Nos próximos dez anos, durante os quais podem considerar a loucura de atacarem Israel, seremos capazes de contê-los totalmente.”
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Ah, é?! É mesmo?! E passará por cima da cooperação estratégica Rússia-Irã? E passará por cima de uma Organização de Cooperação de Xangai cada vez mais integrada? É? Então venha, Rainha da Guerra.

“ BOSSALISMO SEM LIMITE”


(PUBLICAMOS O QUE NOS CHEGOU)
Olympia am iranischen Fernsehen

VEJAM O  PONTO  A  QUE  CHEGA  O FANATISMO  RELIGIOSO,  SÓ  PORQUE  UM  ATRASADO  MENTAL  DIZ  QUE  FALOU  COM  DEUS  E ACHA  QUE  DEUS  NÃO  PERMITE  VER  CERTAS  "INDECENTICES" !!!!  
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  EU  TAMBÉM  FALO  A TODA A HORA COM DEUS, EDESSAS  CONVERSAS  QUE  ELE,  COMO DEUS,  CRIOU  TUDO, INCLUINDO  OS  JOGOS OLYMPICOS, PARA  OS  ATLETAS  E AS  ATLETAS  ANDAREM  DE  CALÇÕES!!!
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  ENQUANTO  NÃO  HOUVER  UMA  ESCOLA  LIVRE,  CAPAZ  DE ABRIR  AS  MENTES  DOS  HOMENS  PRA  QUE  ELES POSSAM  DIFERENCIAR  O QUE  É  OBRA  DE  DEUS  E  O  QUE  FOI  FEITO  PELO HOMEM,  NÃO  SERÁ  POSSÍVEL ELIMINAR  ESTE  FANATISMO  ESTÚPIDO E  PRÓPRIO  DE  GENTE  DESMIOLADA!
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  TENHAMOS  ESPERANÇA DE QUE  ESSE  DIA  VIRÁ!!
Dear colleagues and friends!
Today a short film about Olympia 2016 in Iran Television.
I really don’t know, whether we all can smile or is it a shame?
BR
TTM
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REINO UNIDO: "NO SILÊNCIO TENTA VENDER A EMBAIXADA EM BANGUECOQUE"

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Embaixada do Reino Unido. Foto: Aey SrirathSomsawat/Facebook
 
A maioria dos expatriados estão familiarizados com a Embaixada Britânica, na rua Wireless em Ploenchit. 

Os edifícios velhos, graciosos, têm sido o cenário para muitos uma festa no jardim britânico e de confraternização ao longo dos anos.
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Agora, os britânicos parecem estar silenciosamente tentando vender a parcela de 23 rai (9 acres) de terra para os desenvolvedores para mais de THB18 biliões (39 bates um euro) por meio de agente da propriedade CBRE tailandesa, Bangkok Post relatou .
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É um grande centro de localização e o preço não é tão surpreendente, pois uma parcela, próxima, foi vendida recentemente para THB1.91 milhões por wah quadrados (43 pés quadrados) por SC de ativos Corporação Plc.

História completa: http://bangkok.coconuts.co/2016/08/30/british-embassy-quietly-trying-sell-their-downtown-home-thb18-billion

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-- © Copyright Coconuts Bangkok 2016-08-30
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À MARGEM: O Reino Unido abre o primeiro consulado (sem termos data exactas) na década cincoenta do século XIX e num terreno, ´nas proximidades da embaixada de Portugal, adquirido às Missões Protestantes Americanas que se instalavam no terrenos do Consulado de Portugal.
O correio da Tailândia é fundado em 1869 e recebe a primeira correspondência do estrangeiro pelo vapor Chao Pya de Singapura. Pouco depois os correios tailandeses instalam-se no consulado do Reino Unido.
Entretando o Governo Siamês (Sião nesta altura) troca o terreno, onde se instalava o Consulado do Reino Unido pelo que hoje possui (incompleto porque já vendeu parte há anos) na baixa banguecoquiana há mais de 100 anos e pretende vendê-lo por uma fortuna e fazer desaparecer  uma relíquia, histórica, da capital tailandesa.
Em 1905 os Correios Gerais da Tailândia que ainda os conheci, igual e ali fui, dezenas vezes, expedir cartas ou encomenda. Situado a cerca de uns 200 metros da embaixada de Portugal em Banguecoque. Actualmente sofreu novas obras e uma obra histórica a relembrar o passado de uma capital com apenas 234 anos.
A embaixada ou consulado do Reino Unido (onde hoje ainda se instala) pouco depois de ser construída e na década doze do século XIX.
José Martins - Fotos reiradas do " Royal Siamese Postal Service (The Early Years" de Bonnie Davis) e da Internet.

"INIMIGO PÚBLICO NÚMERO UM"


Inquérito de Verão: 9 em cada 10 portugueses gostava que deixassem de lhes fazer perguntas para inquéritos

Vítor Elias 30 de Agosto de 2016
Num último grande inquérito de Verão, o IP apurou que 9 em cada 10 portugueses gostava que os jornalistas que lhes fazem inquéritos de Verão nas praias fossem todos para a Síria ou para a Festa do Pontal. A única excepção é Luís Marques Mendes que está sempre ansioso e disponível para dar a sua opinião a jornalistas.

Guterres bem encaminhado para ser secretário-geral da ONU mas ainda pode ser desviado para o Leicester

Mário Botequilha 30 de Agosto de 2016

Os últimos dias de mercado estão a ser extremamente agitados. António Guterres está com pé e meio na ONU mas A Bola avisa que o campeão da liga inglesa entrou na corrida e quer desviá-lo para Leicester. O PS já informou os interessados de que o seu antigo secretário-geral só sai pela cláusula de rescisão de 14 cêntimos + 6 rissóis de leitão

Marcelo reforça soberania nacional das Ilhas Selvagens com entrega de cartões de cidadão às cagarras

Mário Botequilha 30 de Agosto de 2016

O presidente da república foi distribuir afecto pelas Ilhas Selvagens, na Madeira. Marcelo vincou que as Selvagens são território português e distribuiu cartões de cidadão pelas cagarras e osgas. No final da visita, o chefe de estado escreveu “Aqui é Portugal” na concha de um mexilhão.

A Frase



A Caixa Geral de Depósitos já absorveu desde 2002 mais de 8,4 mil milhões de euros de dinheiro dos contribuintes. É muito dinheiro, diz quem não gosta de ter a Caixa nas mãos do Estado. Difícil de discordar. É muito mais do que os 2,5 mil milhões que a Caixa devolveu ao Estado em dividendos no mesmo período. A diferença, cerca de seis mil milhões, é o dobro daquilo que o Estado gasta em segurança pública num ano- ou quase 90% do que gasta em educação.
Bruno Faria Lopes Jornal de Negócios

"ESTADO PORTUGUÊS CONDENADO PELO TRIBUNAL EUROPEU"


Estado condenado por violação da liberdade de expressão




Santana Lopes tinha ganho o caso em Portugal


Em causa um processo que envolvia Pedro Santana Lopes e a revista Visão
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O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou o Estado Português por violação da liberdade de expressão. Em causa está um processo que envolve a revista Visão e Pedro Santana Lopes, no qual a publicação havia sido condenada em Portugal ao pagamento de uma indemnização de 30 mil euros ao antigo primeiro-ministro, devido a um artigo de opinião em que se dizia que este estaria a fazer certas críticas a Marcelo Rebelo de Sousa por estar sob a influência de drogas.
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O Tribunal Europeu condenou agora o Estado ao pagamento de 30 mil euros de multa e de 8,919 euros (por custos e despesas) por considerar que houve violação do Artigo 10 da Convenção, que diz respeito à liberdade de expressão.
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O caso remonta a 7 de outubro de 2004, quando a revista Visão publicou um artigo de opinião de Filipe Luís com o título "O despertar do Presidente". Nesse artigo, recorda agora o jornal Público, o jornalista questionava se o então primeiro-ministro Pedro Santana Lopes não tomaria "drogas" duras pelas críticas que fazia a Marcelo Rebelo de Sousa, então comentador da TVI.
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Em 2010, o Tribunal Cível de Oeiras condenou a revista Visão e o jornalista Filipe Luís ao pagamento de 30 mil euros por danos morais.
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Pedro Santana Lopes afirmou na época à Lusa que a sentença viera "ao encontro da defesa dos interesses de qualquer cidadão ofendido injustificadamente na sua reputação e na sua honra", e acrescentou que "ninguém está impune quando ofende outrem de forma gratuita, trate-se ou não de uma figura pública". O atual provedor da Santa Casa lamentou ainda nunca ter havido um pedido de desculpas por parte do jornalista e da revista.
Esta decisão condenatória veio a ser confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa (21 de junho de 2011) e pelo Supremo Tribunal de Justiça (14 de fevereiro de 2012).
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A empresa de comunicação social não se conformou e recorreu para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que hoje considerou, por unanimidade, que houve violação da liberdade de expressão.

"LA TRAMA DEL FUEGO E SEUS MUCHACHOS"




CORRUPCIÓN

La trama del fuego: la Udef detiene al ex director general de Interior

Más de 20 empresarios y altos cargos detenidos del 'cártel del fuego'
La Policía Nacional ha practicado más de 20 detenciones y varios registros en Valencia y en otras provincias españolas derivadas de la causa que provocó la detención del ex conseller de Gobernación y Justicia y ex delegado del Gobierno en la Comunidad Valenciana, Serafín Castellano, por presuntos favores a la empresa Avialsa, con cuyo presidente coincidió en cacerías, y a la que se le adjudicó contratos para la extinción de incendios. La operación la coordina el Juzgado de Instrucción número 2 de Sagunto (Valencia), encargado de este procedimiento, que continua secreto.
Según ha podido saber EL MUNDO, en la operación, los agentes de la Udef habrían arrestado a más de 20 personas entre altos cargos y empresarios de varias regiones relacionadas con el cártel del fuego en cuya orbita se situaría Castellano. Además, se habría producido el registro de varias dependencias del Departamento de Bomberos de la Generalitat Catalana. En concreto, los agentes están registrando desde media mañana el edificio de los Bomberos de la Región Metropolitana Sur de Barcelona, en Sant Boi de Llobregat, y una oficina de la central de los Bomberos en Bellaterra.
Según esta información, la actuación judicial incluye un registro en la sede de la empresa Inaer, la empresa que suministra los helicópteros de la Generalitat Valenciana. Según su página web, Inaer es la compañía líder en España en servicios de emergencia aérea y mantenimiento de aeronaves, especializada en operaciones de vital importancia como emergencia médica, protección civil, búsqueda y rescate en mar y montaña, vigilancia de costas y pesquera, lucha contra incendios, entrenamiento y mantenimiento de aeronaves. Inaer estaría vinculada a las empresas que supuestamente pactaban los precios de adjudicaciones para influir en los precios.
Según una nota difundida por el Tribunal Superior de Justicia de la Comunidad, el Juzgado de Instrucción 2 de Sagunto ha coordinado hoy un dispositivo policial de ámbito nacional en el marco de las diligencias que se siguen por un presunto amaño de contratos públicos relacionados con empresas del sector aéreo dedicadas a la extinción de incendios forestales


La operación policial desarrollada este miércoles por el Grupo 24 de la UDEF, se ha saldado con la detención por orden del juez instructor, de dos personas. Una de ellas es un ex alto cargo de la Generalitat Valenciana, según diversas fuentes, Pedro Hidalgo, ex director general de Interior. Hidalgo lleva años retirado de la vida política pero fue uno de los hombres de confianza de Castellano. Según los datos recopilados por esta redacción, Hidalgo permanece a estas horas detenido en los calabozos y la Policía podría agotar los plazos legales para ponerlo a disposición del juzgado. El otro arrestado es un alto cargo de la Generalitat de Cataluña. Aún no han pasado a disposición judicial. También hay cargos del departamento de bomberos custodiados por la Policía.
La Policía, además ha detenido a una veintena de personas y ha practicado 20 registros en empresas y viviendas. Además de la Comunidad Valenciana y Cataluña, la operación (detenciones y registros) se ha desarrollado de forma simultánea en Andalucía, Baleares, Castilla La Mancha y Extremadura.
Hasta este momento hay más de 30 personas y 20 empresas investigadas por amañar, supuestamente, concursos públicos de ámbito autonómico, nacional e internacional (Italia y Portugal).
La causa, que sigue secreta, está abierta por organización criminal, alteración del precio en concurso público, falsedad mercantil, prevaricación, cohecho, malversación, falsedad en documento público y negociación fraudulenta a funcionario público.

La caída de Castellano

A finales de mayo de 2015, la Policía detuvo a Castellano, cuando ocupaba el cargo de delegado del Gobierno, en una operación coordinada por la Fiscalía Anticorrupción de Valencia. Así mismo, la jornada se saldó con otros nueve arrestados más, entre ellos, el empresario Vicente Huerta, propietario de Avialsa. Otro de los arrestados fue el entonces alcalde de Quartell Francisco Huguet (PP), también empleado de Avialsa, por supuestamente haber entregado dinero al exconseller para ir de caza; y un exconcejal del PP en esta localidad, Emilio Máñez. Otro detenido fue José Miguel Taroncher, quien recibió adjudicaciones de Castellano en las Consellerias de Sanidad y Gobernación. También se practicaron diferentes registros tanto en el domicilio de Castellano como en la sede de la conselleria o de esta mercantil. Todos ellos quedaron en libertad provisional.
En ese momento, el juzgado abrió una causa por presuntos delitos de malversación, prevaricación y blanqueo de capitales, entre otros, que estaba declarada secreta. El ministerio público llevaba investigando desde el mes de octubre de 2014 contratos adjudicados a Avialsa por parte de Castellano entre los años 2008 y 2010 para la extinción de incendios forestales por un importe de más de 33 millones de euros.

Denuncia del ex gerente

La Fiscalía abrió esta investigación a raíz de una denuncia interpuesta por el ex gerente de Avialsa, Francisco Alandí, en la que se aludía a supuestos regalos efectuados por Huerta a Castellano relacionados con cacerías de patos y perdices; y, por otro, a gestiones del exconseller para favorecer al directivo.
Esta causa dio lugar a la apertura de una investigación también por diferentes actuaciones urbanísticas y otros contratos más allá de Avialsa que se extenderían a todo el territorio nacional y otras empresas del sector. Estas últimas pesquisas son las que han provocado las nuevas detenciones y registros realizados este miércoles, 13 de enero, ha podido saber Europa Press. Junto a esta pieza, el mismo juzgado de Valencia investiga una querella interpuesta por Avialsa contra Francisco Alandí por estafa.

Tuesday, August 30, 2016

CABO VERDE CENTRO COMUM DE VISTO: "SUSPEITA DE FRAUDE"


Suspeitas de fraude em vistos portugueses em Cabo Verde 

Negócios | jng@negocios.pt | 30 Agosto 2016, 09:11

Suspeitas de fraude em vistos portugueses em Cabo Verde
Bloomberg / Reuters / Getty Images

O Público escreve hoje que o Ministério Público está a investigar a possibilidade de estarem a ser usados vistos portugueses falsos em Cabo Verde.
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O juiz Carlos Alexandre, procurador e inspectores da Polícia Judiciária já fizeram buscas e ouviram pessoas na Ilha de Santiago, apreendendo vários documentos. Portugal poderá ser a porta de entrada para imigrantes ilegais, que depois seguem para outros países da União Europeia.

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Segundo o diário, o Ministério Público está a investigar o Centro Comum de Vistos em Cabo Verde devido a suspeitas de existência de um esquema de emissão fraudulenta de vistos de entrada em Portugal. O Público nota que a notícia foi dada pela imprensa cabo-verdiana. A gestão do Centro Comum de Vistos é da responsabilidade do encarregado da secção consular da embaixada de Portugal na Cidade da Praia.

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"Na diligência, que decorreu com conhecimento das autoridades judiciárias de Cabo Verde, participaram um juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, um magistrado do DCIAP e três inspectores da Polícia Judiciária", explica a PGR ao Público. 

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"Na mesma ocasião, em cumprimento de carta rogatória e ao abrigo da cooperação judiciária internacional, foram realizadas buscas domiciliárias. Em causa estão factos relacionados com a atribuição de vistos no Centro Comum de Vistos, investigando-se suspeitas da prática de crimes de corrupção passiva e auxílio à emigração ilegal."

MP investiga esquema de fraude na emissão de vistos



Autoridades portuguesas já fizeram buscas no Centro Comum de Vistos e na Embaixada de Portugal em Cabo Verde
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O Ministério Público está a investigar um alegado esquema fraudulento na emissão de vistos em Cabo Verde. De acordo com o jornal cabo-verdiano A Nação, o Centro Comum de Vistos (CCV) e a Embaixada de Portugal em Cabo Verde foram alvo de buscas.
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A Procuradoria-Geral da República confirmou ao Público a realização de buscas e audições e concretizou que estas foram realizadas por um juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, um magistrado do DCIAP e três inspetores da Polícia Judiciária.
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"Na mesma ocasião, em cumprimento de carta rogatória e ao abrigo da cooperação judiciária internacional, foram realizadas buscas domiciliárias. Em causa estão factos relacionados com a atribuição de vistos no Centro Comum de Vistos, investigando-se suspeitas da prática de crimes de corrupção passiva e auxílio à emigração ilegal", acrescenta a PGR no comunicado citado pelo Público.
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Segundo o A Nação, há quem aceite pagar 500 mil escudos por um visto ilegal para entrar em Portugal apenas para evitar uma nega ou não ter de passar horas numa fila.